
Estou um pouco indisposta esses dias...por isso estou sem mt tempo para postar... muita coisa pra fazer acumulada!
Separei uma poesia de Elisa Lucinda hoje. É uma ótima atriz e escritora, e que eu gosto muito, e indico que conheçam um pouco dessa fabulosa astista!
Me identifico muitas vezes em várias poesias dela, essa é uma delas! rs.
Beijos e um ótimo final de semana.
Da chegada do amor
Sempre quis um amor que falasse e que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse.
Que quando dormisse ressonasse confiançano sopro do sonoe trouxesse beijono clarão da amanhecice.
Sempre quis um amorque coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice entre menino e senhor uma cachorriceonde tanto pudesse a sem-vergonhice do macho quanto a sabedoria do sabedor.
Sempre quis um amor cujo BOM DIA! morasse na eternidade de encadear os tempos: passado presente futuro coisa da mesma embocadura, sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadascuja rede complexado pano de fundo dos seres não assustasse.
Sempre quis um amor que não se incomodasse quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor que não se chateasse diante das diferenças.
Agora, diante da encomenda metade de mim rasga afoita o embrulho e a outra metade é ofuturo de saber o segredo que enrola o laço,é observar o desenhodo invólucro e compará-lo com a calma da alma o seu conteúdo.
Contudo sempre quis um amor que me coubesse futuro e me alternasse em menina e adulto que ora eu fosse o fácil, o sério e ora um doce mistério que ora eu fosse medo-asneira e ora eu fosse brincadeira ultra-sonografia do furor, sempre quis um amor que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor que acontecesse sem esforço sem medo da inspiraçãopor ele acabar.
Sempre quis um amorde abafar,(não o caso)mas cuja demora de ocasoestivesse imensamentenas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor com definição de quero sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse nãoà constituição dos séculosque diz que o "garantido" amoré a sua negação.
Sempre quis um amor que gozassee que pouco antes de chegar a esse céu se anunciasse.
Sempre quis um amor que vivesse a felicidade sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omissoe que suas estórias me contasse. Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.
Por Elisa Lucinda.

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